quinta-feira, 1 de abril de 2010

For(D) Ka(r)

Apenas mais um no sense (aportuguesamente chamado de "a-nexo"):


"Como já diria o velho Vinição, 'posto que é chama' é um indício de um grande estrondo e o fim da borracharia do seu Cleiton"


BJussss

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ferro-L.T-3,5-benzóico



Não sei porque na madrugada fico
pensando em química.
Ferro-L.T-3,5-benzóico após amarrar as cordas da minha
barcaça concluo que em Amsterdan é impossível para o psicopata prender sua
vítima com o pescoço demarcado sem antes ter de sufocá-la.

sábado, 21 de novembro de 2009

Textos aleatórios- "O ralo sob o minério"

19/09/2009

tags: minério, ralo.

Ele apenas parou em frente. E observou. Observou atentamente. Não acreditava no que via. O dia estava ensolarado. Algumas nuvens quedavam-se inertes no céu azul-celeste. Um pássaro isolado alçava voo, desnorteado, em uma vã tentativa de localizar seu bando. E ele ainda pairava por sobre o ralo. Aquele singular ralo. Tinha um formato de um polígono de três vértices, apresentando indícios de oxidação em suas arestas fundamentais, ao mesmo tempo em que detinha porções de resíduos diluídos entre bolos envelhecidos de cabelos castanho-claro. E 0 minério ainda observava, atentamente, aquele ralo imundo. Minério, um enorme bloco de carvão mineral hesitou por um instante, mas por fim agachou-se, removeu os resíduos-- as agregações de pelos úmidos do inóspito ralo, removeu a grade de proteção e meteu a mão naquele covil exótico.

Arrependeu-se ao sentir uma massa plasmática desconhecida trespassando entre seus dedos. Continuou, no entanto, a afundar seu braço na procura daquele isqueiro. Penso, particularmente, que a busca por um isqueiro dentro de um ralo é uma atividade inútil (e desnecessária). Mas mesmo assim ele o procurava. O minério encontrou sua busca qunado o líquido escuro e fétido se aproximava de seu cotovelo. E, de posse de sua meta, ele puxou o isqueiro do ralo.

Não limpou seu braço, pois a água do depósito estava ausente, por algum motivo qualquer. Ainda nesse estado, ele pôs o isqueiro na sua frente. Deu um sorriso de lado, cerrou os olhos e acionou o isqueiro. Nada. Acionou novamente. Nada. Novamente. Nada. Constatou, por fim, que seriam vãs as tentativas. O isqueiro estava inutilizado. O minério lançou longe o objeto de encontro à parede, de forma que ele ficou em frangalhos. Sentou-se e esperou. Sabia que logo seria carregado para a fornalha. E, sem seu isqueiro para incinerar a corda que mantinha as portas fechadas, ele conformou-se.

Textos aleatórios- "prólogo"

Essa técnica de escrita (se é que pode ser chamada dessa forma) surgiu em um curso que fiz (programação neurolinguistica), baseada em um exercício de criação de metáforas a partir de palavras aleatórias escolhidas por um terceiro. A partir disso, resolvi criar textos das mais variadas modalidades, com a indicação de duas palavras quaisquer escolhidas e proferidas por outras pessoas.

Trouvère Matousaillan d´Oc

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rapadura com Bourbon

"Mistura doida, mas veja como é bom: tô degustando rapadura com bourboun

Coisa esquisita é a imaginação
de um cara louco querendo confusão
imaginar, em uma mesma roda,
ver B.B King tocando com Gonzagão,

Mistura doida, mas veja como é bom: tô degustando rapadura com bourboun

Com seu pandeiro, tocava Jackson
já embolava o parceiro Clapton,
Ter o domingo, querendo um xodó,
e ouvindo lá no fundo aquela gaita em Dó.

Alucinado é esse novo som:
tem Jimmy Hendrix tocando com Pepeu
não vou perder, não vou sair do tom:
primeiro Blues foi escrito por Alceu.

Mistura doida, mas veja como é bom: tô degustando rapadura com bourboun

Pra terminar, eu vejo o velho Johnson,
fazendo um som com letra de Assaré,
e o resultado? Só pode ser um Blues:
um Blues sentido, ahhh!!!! isso eu BOTO FÉ!"


(Brazilian Blues Band)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Expiração

Juro que fiquei horas para
tentar escrever algo esplêndido minto
na verdade pensei em escrever
agora e vendo que não tenho
inspiração (s. f.
1. Movimento pelo qual se leva o ar aos pulmões.
2. Ideia ou pensamento que nos vem de repente; estro.
3. Insinuação, conselho.
4. Coisa inspirada.
5. Teol. Infusão da vontade divina na consciência humana.
6. Mús. Pausa de um quarto de compasso.) resolvi coçar minha bunda
beber uma água e ir
dormir.

POEMA À PODOLATRIA




Sinto seu olhar perdido, meus Pés à mostra, dedos, pele, solas, dobras clamam pela sua aproximação.

Meu corpo denuncia a febre, trêmulo de um desejo enlouquecido perco a razão ao sentir seu primeiro toque, sensual, morno e molhado.

Teu olhar tem um brilho a mais, ao sentir o toque de meus saltos em tua face, mesmo sob pressão, um leve gemido, quase um sussurro você se submete, implora, lambendo suas formas.

Não esboço reação sequer, diante daquele êxtase, sentindo a pele do seu rosto em minha sola, que desliza, tocando cada vez mais forte descobrindo as sensações de prazer antes não vividas.

Como poderia até então ter-me privado destas deliciosas sensações, tocar e deixar-me ter os pés adorados, misto de sede, fome, com êxtase ao suave deslizar do calor de sua língua perdida entre meus dedos.

O movimento de teus lábios sedentos sobre o dorso desnudo roçando minha pele se apossando das minhas partes como se já conhecesse cada vibração de meu corpo.

Meu prazer é o seu prazer, você me tira o centro e eu desconcerto você. Não há disputa entre nós, naquele momento o tempo pára, o ar pesa, o calor com tesão invade nossos corpos, e seu gozo quente se mistura ao meu orgasmo num prazer só, nem eu nem você, apenas nós.

Por DoceNickaRJ

Foto: Nanda