sábado, 21 de novembro de 2009
Textos aleatórios- "O ralo sob o minério"
tags: minério, ralo.
Ele apenas parou em frente. E observou. Observou atentamente. Não acreditava no que via. O dia estava ensolarado. Algumas nuvens quedavam-se inertes no céu azul-celeste. Um pássaro isolado alçava voo, desnorteado, em uma vã tentativa de localizar seu bando. E ele ainda pairava por sobre o ralo. Aquele singular ralo. Tinha um formato de um polígono de três vértices, apresentando indícios de oxidação em suas arestas fundamentais, ao mesmo tempo em que detinha porções de resíduos diluídos entre bolos envelhecidos de cabelos castanho-claro. E 0 minério ainda observava, atentamente, aquele ralo imundo. Minério, um enorme bloco de carvão mineral hesitou por um instante, mas por fim agachou-se, removeu os resíduos-- as agregações de pelos úmidos do inóspito ralo, removeu a grade de proteção e meteu a mão naquele covil exótico.
Arrependeu-se ao sentir uma massa plasmática desconhecida trespassando entre seus dedos. Continuou, no entanto, a afundar seu braço na procura daquele isqueiro. Penso, particularmente, que a busca por um isqueiro dentro de um ralo é uma atividade inútil (e desnecessária). Mas mesmo assim ele o procurava. O minério encontrou sua busca qunado o líquido escuro e fétido se aproximava de seu cotovelo. E, de posse de sua meta, ele puxou o isqueiro do ralo.
Não limpou seu braço, pois a água do depósito estava ausente, por algum motivo qualquer. Ainda nesse estado, ele pôs o isqueiro na sua frente. Deu um sorriso de lado, cerrou os olhos e acionou o isqueiro. Nada. Acionou novamente. Nada. Novamente. Nada. Constatou, por fim, que seriam vãs as tentativas. O isqueiro estava inutilizado. O minério lançou longe o objeto de encontro à parede, de forma que ele ficou em frangalhos. Sentou-se e esperou. Sabia que logo seria carregado para a fornalha. E, sem seu isqueiro para incinerar a corda que mantinha as portas fechadas, ele conformou-se.
Textos aleatórios- "prólogo"
Trouvère Matousaillan d´Oc
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Rapadura com Bourbon
Coisa esquisita é a imaginação
de um cara louco querendo confusão
imaginar, em uma mesma roda,
ver B.B King tocando com Gonzagão,
Mistura doida, mas veja como é bom: tô degustando rapadura com bourboun
Com seu pandeiro, tocava Jackson
já embolava o parceiro Clapton,
Ter o domingo, querendo um xodó,
e ouvindo lá no fundo aquela gaita em Dó.
Alucinado é esse novo som:
tem Jimmy Hendrix tocando com Pepeu
não vou perder, não vou sair do tom:
primeiro Blues foi escrito por Alceu.
Mistura doida, mas veja como é bom: tô degustando rapadura com bourboun
Pra terminar, eu vejo o velho Johnson,
fazendo um som com letra de Assaré,
e o resultado? Só pode ser um Blues:
um Blues sentido, ahhh!!!! isso eu BOTO FÉ!"
(Brazilian Blues Band)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Expiração
tentar escrever algo esplêndido minto
na verdade pensei em escrever
agora e vendo que não tenho
inspiração (
beber uma água e ir
dormir.
POEMA À PODOLATRIA

Sinto seu olhar perdido, meus Pés à mostra, dedos, pele, solas, dobras clamam pela sua aproximação.
Meu corpo denuncia a febre, trêmulo de um desejo enlouquecido perco a razão ao sentir seu primeiro toque, sensual, morno e molhado.
Teu olhar tem um brilho a mais, ao sentir o toque de meus saltos em tua face, mesmo sob pressão, um leve gemido, quase um sussurro você se submete, implora, lambendo suas formas.
Não esboço reação sequer, diante daquele êxtase, sentindo a pele do seu rosto em minha sola, que desliza, tocando cada vez mais forte descobrindo as sensações de prazer antes não vividas.
Como poderia até então ter-me privado destas deliciosas sensações, tocar e deixar-me ter os pés adorados, misto de sede, fome, com êxtase ao suave deslizar do calor de sua língua perdida entre meus dedos.
O movimento de teus lábios sedentos sobre o dorso desnudo roçando minha pele se apossando das minhas partes como se já conhecesse cada vibração de meu corpo.
Meu prazer é o seu prazer, você me tira o centro e eu desconcerto você. Não há disputa entre nós, naquele momento o tempo pára, o ar pesa, o calor com tesão invade nossos corpos, e seu gozo quente se mistura ao meu orgasmo num prazer só, nem eu nem você, apenas nós.
Por DoceNickaRJ
Foto: Nanda
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Equívoco feminino
de inspirações poéticas sonhos dos
púberes adolescentes e desregrados homens. sensual divertida alucinada e
lindas seu único equívoco é (para manter as curvas)descer do
salto.
Palestra proferida no Dia dos Advogados:
"Exmoº Presidente de nossa Subseção, incansável, defensor de nossa ordem.
Dignos componentes da Presidência.
Exmª. Sra. Dra. Moema Batista, o seu alto saber jurídico enaltece a nossa cidade, cativa os colegas, encanta o Rio de Janeiro, e bem justifica a indicação de V. Exª para Advogada do Ano de 2004.
Exmoºs. Srs. Juízes, juízas, promotores e promotoras.
Srs. Oficiais superiores de nossa briosa polícia militar.
Senhoras e Senhores.
Distintos colegas:
Confesso que a indicação de meu nome para Advogado Presente do Ano de 2004 pôs-me assaz vaidoso, porém de pernas bambas e coração disparado, não só pela responsabilidade do mandado, como, também, pelo receio de falar diante das sumidades presentes.
Este receio, quase um tormento, faz-me lembrar da pitoresca lenda de um estudante, que preocupado com a prova de matemática, saiu divagando, aqui e ali, até que se viu num cemitério, onde leu, no sepulcro do maior valentão daquela cidade, o audacioso epitáfio: ‘aqui jaz o homem que nunca teve medo na vida’. Sem vacilar, o astucioso estudante acrescentou: ‘isto porque o senhor nunca fez prova de matemática’. Se hoje, colegas, o peralta estudante ainda teria acrescentado: ‘e porque, também, o senhor nunca fez prova na OAB para exercer a advocacia legalmente’.
De modesto conhecimento do vernáculo, sinto-me bastante preocupado, mormente porque não sei traduzir, em português camoniano e quinhentista, a grande euforia que envolve meu espírito neste momento de gáudio.
Perdoem-me, pois, os erros e os desencontros gramaticais, eis que não consigo dominar bem a rebelde e complicadíssima língua mater.
Quero, ainda, nesta oportunidade feliz que marca profundamente a minha vida, sugerir aos bacharéis interessados no ingresso da árdua carreira jurídica, que sejam breves e objetivos em seus discursos, porque, se exagerados, espantam até os mais renitentes e fanáticos ouvintes, e espantam também o apetite de advogados reunidos para jantar em data festiva como a de hoje. Sugiro ainda aos bacharéis que se não olvidem de lutar pelo direito, pelo à vida; pelo direito de livre manifestação do pensamento; pelo direito da mulher, enfeite do mundo; pelo direito do idoso, pioneiro do progresso, que abrindo a cortina da ciência apontou aos jovens cientistas o caminho da vertiginosa tecnologia que envolve o mundo de hoje; pelo direito da criança; enfim, pela liberdade, inestimável patrimônio do homem, pela qual se luta, se sofre e se dá a própria vida, como aconteceu ao mártir da Independência, ao tempo do jugo de Portugal, dizendo, bravamente, a frase: ‘Libertas quae será tamen’, como suas derradeiras palavras.
Os autores franceses, discorrendo sobre os direitos e garantias individuais, doutrinam, em seu delicado idioma, que ‘la liberté est important bien du citoyen’.
Finalizando, agradeço ao Colendo Conselho a honrosa comenda de Advogado Presente do Ano de 2004, e agradeço também aos colegas de batalha, que pacientes como aquele Jó da Bíblia, ouviram este modesto orador sem reclamar e também sem cochilar.
É só. Muito Obrigado.
Walter."
(Dr. Walter Teixeira de Mello)
arremessou-lhe aos ares,
esperou-lhe a queda nas armas,
pousou-lhe as patas sobre os peitos,
e não as retirou,
senão quando reconheceu que seu inimigo era um cadáver"
(Walter Teixeira de Mello)
sexta-feira, 15 de maio de 2009
HQ brasileiro
Grip´s
sábado, 18 de abril de 2009
Live in messenger
rápidas palavras
cam ligada
olhares, sorrisos, provocações
palavras, contornos e
paixões
tenho de pegar um pássaro verde e invadir
gardênia para venerar minha deusa de mármore e filamentos
escurecidos
domingo, 8 de março de 2009
Suco de Uva
martelos som de
ventilador
E o velho inconforma-se com o
fato de sua noiva que ele
tanto adora estar
com um
jovem
Joselito

Marataízes, expectativa em relação ao luau o jovem moreno e
barbudo de cabelo liso poe a mão perto do
rosto acende seu cigarro anda na rua e quando
volta pra casa traz
uma garrafa de Almáden bebe-a de noite.
Chega no luau portando sua querida
garrafa
e, antes de espantar as criançinhas, entoa uma
canção de Vinícius de Morais.
Após quase todos terem ido embora indigna-se volta pra
sua casa e
guarda o resto do Almáden pra tomar no outro dia.
Menino de rua
me pediu
dinheiro pra comprar pão entreguei umas
moedas
Ele se levantou do chão e foi comprar
cola pra cheirar ao invés de me indignar pedi-a a ele
pra colar minhas havaianas
que tinham "pocado" na Praça de
Fátima.
Amido e TV
poesia
para ir no site do BDE e
vê-la lá postada conclui que não
estava inspirado passei manteiga
no pão e
fui ver a incessante notícia do avião que
caiu
La,
phisiologia
seduzia aquele rapaz bem na minha
frente fiquei muito triste até que me empertiguei, respirei e
olhei para frente.
eu, feito estufa
ano retrasado estava quente
ano passado estava muito quente
esse ano está insuportavelmente quente
amanha num posso dizer
CO2+ CH4 -----> calor
o mundo vai acabar pessoas estão com medo de perderem todas as
suas conquistas e eu
não consigo tocar esse reggae no baixo
Bardo, Ex-critor
banheiro mijado e
cheiro de suvaco
risadas
poetas modernistas,
parnasos, simbolistas
e até concretistas mas
faltava um tipo então
Bardo, o ex-critor resolveu mudar o nome de seu bar para
Bar Rouco
Enigma egípcio
Insensibilidade
É , ao pedido de seu melhor amigo, recusar-se a
tirar a meleca do nariz dele.
Máquina convencional
excreção ela estava linda:
Bata branca, saia hippie branca sandália
plataforma, faixa roxa na cabeça e jaleco.
Sem pensar noutra coisa, peguei minha máquina convencional e
tirei uma foto perfeita dela.
Fui revelar e após
uma longaaaaa hora, vi que na foto dela tinha posto meu dedo
na lente.
Loteria
pouca chance de se ter muito lucro.
O resultado final estava saindo na televisão.
Todos os números combinavam com o meu cupom:
2;5;8;12;13;21;22;25;34 e na
hora que o último número ia ser sorteado um
Boeing aterrisa na pista ao lado de
casa
Cordado
ele vislumbrou a oportunidade
subiu as escadas em silêncio
chegou no
topo
entrou na cozinha.
Excretos, a mesma canção entoada desde
a infância e ele retorna
satisfeito ao subsolo.
Tirando onda
tirar onda no balneário.
No final de semana, com a praia lotada,
resolvi estrear minha máquina.
Todos olharam para ela boquiabertos até que
um alienígena resolveu aterrisar sua nave espacial para
visitar a feira hippie.
Pimentas do Reino
emocionado.
Pego a chave do carro
ponho o motor 1.6 pra funcionar e
me dirijo à barraca que vende
açai na tigela.
Plano estratégico
Sharon, Fidel e Boris Casoy
planejaram dominar
Marataízes.
Saddam is dead...
fiquei muito
puto
mas o que mais me "emputeceu" foi o Vaticano ter
dito que era contra a pena de morte.
O aluno
estudou relaxou estudou relaxou
estudou estudou estudou
fez a prova e
viu que não ia passar.
Todos disseram-no que ele ia ser classificado
e quando saiu o a lista dos aprovados o aluno
viu que seu nome estava na lista
dos não-aprovados.
Acrodoxia ("Crise do Cavalo")
Alguém jamais foi sincero
Todos os dias somos hipócritas
Não adianta negar...
"Crise do Cavalo"
Vocês são hipócritas quando dizem que minhas
poesias são HORRÍVEIS
Eu sou hipócrita quando digo que suas
poesias são ÓTIMAS.
Não adianta negar...
Rolac...
ventilador à toda potência
suor
puta que merda
será que a Capital Secreta é o inferno?
Poema do Orkut
A janela se abre
Clica-se nos links
As cores e formas se alteram
Sons de teclas são escutados
E quando a mensagem vai ser enviada
Dá erro.
Cuidado, Leitor!
Poesia não é para ser compreendida
Poesia não é para ser sentida
Poesia é para ser criticada
Mas quando for lançar
a pedra cuidado
Para não acertar a
Webcam
Troca Justa
o Osama e
sugeri que ele sequestrasse um
contâiner de BigMac para negociá-lo com
a libertação do
Saddam
Definindo amigos...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Rum e tesouros
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Falta do que fazer
28.6.06
Praticamente meia noite. A harmonia se apodera do ambiente. A mulher começa a cantar, a mesma melodia que se repete quase que diariamente. O chimarrão jaz vazio, desprezado e solitário, na expectativa de ser reutilizado. A melodia aprofunda-se nas orelhas gélidas, concorrendo com um som perturbador conseqüente de um defeito no aparelho antigo. O relógio se desloca ligeiramente. As letras interromperam seu fluxo incessante, ninguém atreve-se a compartilhar seus pensamentos com outrem. A mulher pára de vibrar suas cordas vocais, e o timbre de um violão se apossa do quarto. Um jovem rapaz tenta inutilmente manter um diálogo, porém não está sendo correspondido. E novamente, repete-se a mesma cena. Repentinamente, a sua mão curvada é conduzida ao queixo. Os sons das teclas cessam suas batidas descompassadas.
O calendário avança para mais um novo dia. E o que será desse dia? Mais uma monotonia? Talvez. Mais uma repetição do cotidiano? Talvez. Mais um dia sobre a cadeira giratória, sorvendo conteúdos que para nada servirão, salvo sob a estressante e vã tentativa de eliminar outros indivíduos em prol de uma vaga “aspirada”? Talvez. Conhecimentos... Ah, conhecimentos! Tão bons quando são obtidos sem qualquer esforço! Ultimamente, porém, está sendo adquirido via stress. Quão deplorável é isso!
E tudo acabou...
18.6.06
Deitado na sua cama
Você se lembra do seu passado feliz,
E você se lembra dos momentos bons que passou com seus amigos,
Se lembra das histórias do bar, dos churrascos e curtição, se lembra das festas que vocês foram juntos
E tudo acabou, e tudo acabou, e tudo acabou
Você também se lembra, dos momentos bons que você passou com seu amor
Se lembra das conversas, se lembra dos beijos, dos momentos íntimos que vocês viveram
Lembra também quando era chamado pra ir no bar com seus amigos e levava seu amor
E tudo acabou, E tudo acabou, E tudo acabou.
Se lembra também da sua infância, quando você brincava de pique-pega, esconde-esconde
amarelinho e polícia e ladrão.
Além da sua infância você também se lembra dos momentos inesquecíveis que você passou com sua família
Vendo a copa do mundo, bebendo vinho no natal, abraçando-os e curtindo o reveillon
E tudo acabou, e tudo acabou, e tudo acabou
Você se sente um livro que nunca foi lido, uma lâmpada que nunca foi acesa, um piano que nunca foi tocado.
Se sente também,um pássaro que nunca gorjeou, um ovo que nunca eclodiu, um quadro que nunca foi pintado.
Vamos, tire sua máscara, veja quem realmente você é, não reprima seus sentimentos
Tente tentar outra vez, mas lembre-se
que tudo acabou, que tudo acabou, que tudo acabou.
Pré-Sonum
28.11.05
Noite fresca,
Clima gostoso,
Cama aconchegante,
Silêncio na rua,
E eu aqui escrevendo palavras sem sentido...
Pré-Sonum
28.11.05
Noite fresca,
Clima gostoso,
Cama aconchegante,
Silêncio na rua,
E eu aqui escrevendo palavras sem sentido...
Tédio
28.11.05
Aqui estou: Indignado com essa dor de cabeça, que não me deixou praticar minha arte. Entediado com essa porcaria de Internet que não tem nada de bom. Só o que me segura agora é a música que estou ouvindo aqui: Sarah Brightman, interpretando "Its a Wonderful World", e conversando no MSN com meu primo. Nada para fazer hoje a noite. Já fiz tudo: Reli "O Arqueiro" (Cornwell), escrevi algumas páginas do meu livro, "Os Manuscritos de um vilão", vi televisão (Bleh) enquanto eu comia, agora só me resta ficar dedicando meu tempo em escrever essas palavras que com certeza ninguem tem interesse de ler. Agora, que meu pc quase travou, e simplesmente tudo isso que escrevi até agora ia pro lixo. Preciso falar, mas ninguém se dispõe a me ouvir. Preciso ouvir, mas ninguém se dispõe a me falar. E assim o tédio vai adentrando nas entranhas do meu ser, e como ainda não achei o antídoto para exterminá-lo, vou fazer o que todos os bons fazem: Me conformar.
Depre-Blues
Me dÊ novamente razãp para viver!.
ME ajudem.


